Ricardo Duarte / DivulgaçãoEm entrevista à ESPN, o presidente colorado, Alessandro Barcellos, falou sobre os últimos acontecimentos envolvendo a Liga Forte Futebol (LFF), que está próxima de assinar um contrato com o Grupo Serengeti para a venda de 20% da associação. Em troca, o pool empresarial oferece uma proposta de R$ 4,85 bilhões a uma Liga de 40 clubes ou R$ 2,3 bilhões por uma formada por 22 equipes.
A tendência é que aconteça um acordo final entre as partes na próxima semana. A Liga Forte Futebol defende o interesse de 26 clubes brasileiros. Do outro lado existe a Libra, que conta com a afiliação de outros 18 times.
O que trava um acordo entre as partes é a divisão dos valores. Enquanto o Forte Futebol quer uma divisão mais igualitária, a Libra negocia para que as equipes com maior torcida e engajamento nas redes sociais tenham acesso a uma fatia maior do bolo.
A aproximação da Liga Forte Futebol com o Grupo Serengeti foi intermediada pelo banco XP Investimentos. Ao longo dos últimos meses, as partes têm discutido valores e a participação do investidor na negociação.
A comissão da LFF tem sido conduzida por um colegiado formado pelos presidentes do Internacional, Atlético-MG, Athletico-PR, Fortaleza, Fluminense, Atlético-GO, CRB, Avaí e América-MG.
Caso o acordo seja selado, a Liga Forte Futebol dará um importante passo na negociação de direitos televisivos, uma vez que o contrato atual dos clubes têm duração apenas até 2024.
Sobre o tema, o mandatário alvirrubro - que também é um dos integrantes da comissão da Liga Forte Futebol - esclareceu diversos alguns pontos deste acordo entre a organização e o Grupo Serengeti.
Veja abaixo a entrevista na íntegra ao ESPN.com.br:
Como foi essa aproximação do Grupo Serengeti, o quão próximo está de ter um acordo e quais as garantias que os clubes terão deste investimento?
R: Quando nós iniciamos este processo, nós buscamos desde o início uma assessoria forte em relação a todos os elementos que compõem uma negociação deste tipo. Tivemos a XP como assessoria, que tinha uma aproximação com o Grupo Serengeti, um investimento com garantias e segurança.
Nós tivemos uma assessoria importante da Monteiro de Castro, assessoria da Live Mode e da Álvarez e Marçal, assessorias do mundo do futebol, de ligas importantes com a LaLiga, e isso nos traz uma segurança importante. É uma possibilidade firme para os clubes do futebol brasileiro.
É desta forma que trabalhamos e que tenhamos todas as garantias de que este processo seja firme e forte e que venha a ser realizado pelos investidores e pelos clubes.
Uma vez que tenha um acordo entre LFF e Serengeti, o que acontece a partir daí? Como os clubes lidam com essa oferta? Quais seriam os próximos passos?
R: Primeiro, ao termos esta possibilidade, é necessária a aprovação dos clubes dentro de seus conselhos. Este é o próximo passo após firmarmos o documento. Esse documento orientará os clubes para que se continue o processo.
Existe alguma possibilidade dessa oferta ser levada à Libra? Como fica a relação entre os dois grupos quando uma parte dá esse passo à frente?
R: Nossa relação sempre foi de diálogo, desde o início. O que nos diferencia são critérios que na nossa avaliação são fundamentais para um equilibrio maior na competição, maior valorização e maior atrativo de investimento.
Essa sempre foi a nossa relação. Nós temos um princípio de equilíbrio que envolve mérito esportivo, mobilidade e incentivo às boas práticas. Nós temos construído isso para que fique claro a todos. Vamos continuar trabalhando, a partir do investimento, o interesse de todos de uma Liga de 40 clubes.
O diálodo permanece aberto. Esse passo vai ser importante para que se tenha a garantia dos recursos. Temos uma proposta maior do que a da Libra.
Sabemos que a divisão de recursos deles deixam um desequilíbrio grande entre os clubes. E temos defendido uma redução. Como é nas principais ligas do mundo. Trabalhamos com isso dentro da LFF, temos potencial de estarmos entre as três principais ligas do mundo.
Acreditamos que exista esse diálogo para que, aí sim, para além de uma venda de direitos. Hoje nós estamos falando de venda de direitos conjunta, mas queremos uma organização de uma competição em conjunto.
Os dois lados estão organizando suas vendas de direitos televisivos. Temos uma posição da CBF sobre a Liga, ela tem um papel fundamental, temos uma relação de respeito e temos construído tudo dentro do possível. Queremos que todas as partes cresçam juntas no proceso.
Presidente, nós temos hoje o Forte Futebol próximo do Grupo Serengeti, a Libra com o fundo Mubadala e a CBF. Como fazer uma convergência entre as partes?
R: Eu sou bastante otimista em relação a isso. O racional deve nos conduzir neste momento. Se houvermos um consenso, um equilíbrio e o aspecto econômico, daremos um primeiro passo. Em relação ao futebol brasileiro, teríamos novos passos.
Tenho certeza que as partes vão tentar convergir. Mas precisamos dar este passo. Este passo tem que ser orientado nos nossos valores. Mérito esportivo, mobilidade dos clubes, capacidade de incentivo às boas práticas.
Se conjugarmos isso, vamos quebrar barreiras. Foi assim em todo o mundo, sempre se iniciaram assim. Isso foi convergindo e todos viram que fazia mais sentido que todos estivessem juntos.
Não estamos fugindo de um rito. Acreditamos que a pujança do futebol brasileiro nos levará a ser uma das três maiores ligas do mundo.
A LFF levará a oferta de R$ 4,8 bilhões do Grupo Serengeti por uma Liga de 40 clubes?
R: Esse é um dos passos importantes a serem dados. O tema do valor global será discutido por todos os clubes. Mas, mais do que o valor global, a forma de divisão dos recursos e o equilíbrio são fatores preponderantes. Tem a ver com o conceito da Liga e não em relação aos clubes.
Estamos falando de clubes que não oscilarão tanto. O que vale é o conceito do todo. Capacidade de investimento dos clubes, manutenção de talentos no Brasil. Temos tudo para crescer e termos persistência. Isso é o fundamental.
A gente pode, num próximo passo, ter a compreensão de todos. Não é proibido que aconteça uma oferta melhor. Mas é um passo garantido e importante.
Digamos que não exista um acordo entre LFF e Libra. Mas que a LFF feche com o Grupo Serengeti. Nós podemos imaginar que no Brasil aconteça a realização de duas ligas paralelas?
R: Nós não estamos tratando de uma organização de uma Liga neste momento. Nem nós e nem a Libra. O que discutimos é a venda de direitos televisivos, uma vez que o contrato atual se encerra em 2024.
O que nós defendemos é que temos certeza que uma liga única será mais importante ao Brasil. Esse passo tem que ser dado em algum momento. Primeiro são os direitos televisivos e depois vamos para a organização do futebol brasileiro.
Este passo é importante, fundamental. Mas, nós temos uma condição bastante firme de uma proposta que nos conduza a um momento novo e que podemos implementar um sistema de maior equilíbrio ao qual os clubes ainda não têm aceso.
Caso o contrato entre Grupo Serengeti e Liga Forte Futebol seja firmado, e os clubes aprovem a documentação, quais seriam os próximos passos e qual o impacto real atual no futebol brasileiro?
R: É um processo que é cercado de diversas condições e cláusulas. Tudo tem sido discutido com todos os clubes. Não são temas vinculantes, mas sim que serão levados às discussões. É um processo que leva mais algum tempo.
São quase R$ 5 bilhões para 40 clubes ou pouco mais de R$ 2,2 bilhões para 26 clubes. Além da venda de parte desses direitos, ainda temos uma discussão sobre as governanças do assunto. Cada clube negocia da sua forma.
Agora, teremos um investidor com expertise no negócio e um lucro maior em seu investimento, carregando todos os clubes que estão no acordo. É um mercado que tem crescido muito. Antes tínhamos TV’s fechadas e abertas. Hoje temos mais opções.
O investidor será minoritário, mas terá um papel importante para que os clubes ganhem mais. Nós temos que trabalhar com cautela e cuidado, termos segurança garantida, mas transmitir isso. Precisamos que os clubes tenham controle e domínio. É importante que quem tenha dúvida saiba disso. Só teremos uma governança mais forte.
A entrada do Grupo Serengeti faz com que os clubes tenham o poder na mão na hora de negociar os direitos de transmissão? É como se os valores se invertessem?
R: É uma quebra de paradigma importante. É exatamente isso. Temos unidade de fortalecimento. Ganhamos na forma de negociação. Este parceiro nos auxiliaria com mais força em relação ao mercado, algo que nos potencializa. Isso é um ponto forte. Nós acreditamos muito no processo que estamos montando.
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