Texto por Colaborador: A. Rother 09/06/2026 - 19:33

O diretor executivo de futebol do Inter, Fabinho Soldado, concedeu entrevista à ESPN nesta terça-feira (9) e atualizou o torcedor colorado sobre o mercado de transferências, a situação de jogadores do elenco e os planos do clube para o segundo semestre.

O dirigente fez questão de calibrar a expectativa do torcedor quanto aos reforços. A realidade financeira do clube, que ocupa o 14° lugar no Brasileirão com 21 pontos, ainda exige criatividade. "Soluções realistas, dentro da nossa proposta. Muito parecido com a primeira janela de contratações. A gente busca soluções, precisamos ser extremamente criativos para que a gente possa, dentro da nossa realidade, buscar essas posições."

Sobre o equilíbrio entre saídas e chegadas, Fabinho foi transparente ao dizer que ambas precisam andar juntas. "Há uma necessidade enorme, faz parte do orçamento do clube, isso precisa acontecer. Com o Abel, com o Pezzolano, estamos vendo aquilo que é a necessidade da equipe. O orçamento precisa das vendas, mas a gente precisa equilibrar e não perder o equilíbrio."

Bernabei e Carbonero: especulações e clima interno

Dois nomes levantaram dúvidas durante a entrevista. Sobre Bernabei, um dos destaques do Colorado, Fabinho descartou propostas formais. "Existem algumas especulações sobre ele, outros nomes do elenco, mas podemos dizer que não temos nada tão direto, nenhuma proposta para analisar."

Já em relação a Carbonero, o dirigente negou qualquer problema interno envolvendo o atacante. "A convivência é tranquila. Não tenho problema com ele, escuto algumas coisas do passado, mas, desde que cheguei aqui, é exemplar, treina, se dedica. Foi titular na maioria dos jogos, passou momentos sem entrar e colaborou, não teve problema de disciplina. Tem um valor no mercado, mas a gente espera contar com a maioria desses atletas na retomada."

CT, base e legado

Fabinho também falou sobre o projeto de reestruturação do CT, reforçando o papel de Tinga no processo. "Teremos aqui o evento que o Tinga tem nos ajudado em relação à estrutura do CT, a dar vida a tudo isso. Se você dá condições, trabalha com a base, precisa ter um espaço para esses atletas. Espero deixar esse legado enquanto estiver por aqui."

Sobre a base e a pressão por resultados, o dirigente reconheceu os desafios e pediu tempo. "Entendo que a nível de quantidade é pouco, precisamos ter mais nomes da base com a gente, se preparando, para que a gente faça melhores vendas. Isso requer tempo, planejamento. São fases duras que a gente precisa passar. Mas estou otimista, com muita esperança de, a cada dia, conseguir equilibrar essas áreas e fortalecer o Internacional."

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