Ricardo Duarte / InternacionalDescontraído, Paulo Guerrero foi "entrevistado" pelo companheiro de seleção peruana Jefferson Farfán. O atacante do Internacional compartilhou histórias e curiosidades com os seguidores. Momento raro de um dos personagens do futebol brasileiro que não costuma falar muito.
Tímido, o jogador colorado concede poucas entrevistas exclusivas. Embora tenha tido sua trajetória transformada em filme e atualmente seja a principal figura do Peru, ficou ainda mais introspectivo depois do momento mais difícil que enfrentou na carreira, a suspensão por doping.
No bate-papo, Paolo contou que, por influência do irmão, que foi jogador, e dos pais, se interessou pelo esporte. Desde cedo, contou com o apoio da família.
"Se os pais não dão esse incentivo, esse apoio, é muito difícil. Meus pais sempre me diziam que apoiariam em tudo, desde que eu não esquecesse os estudos", comentou Guerrero.
Nessas histórias curiosas, Paolo revelou a paixão pelo Allianza Lima, clube peruano pelo qual começou a jogar com sete anos e passou quase uma década. Recordou que era uma criança que "aprontava" bastante e era tão louco por futebol que não perdia oportunidade de estar na rua batendo bola.
"Eu jogava em campeonatos do bairro e ganhava galinhas quando fazia gols, minha mãe dizia: 'meu caldo de galinha"', riu com o amigo. Além disso, lembrou que era chamado pelos vizinhos de bairro de Damián.
Da época, além das recordações, ficou uma cicatriz nos lábios:
"Um cachorro me mordeu, eu tinha sete anos! Nessa época, estava na moda a lambada, meu primo sempre dançava com o cachorro dele. Eu quis fazer essa brincadeira, o animal estava comendo, e ele me atacou. Eu fui para a emergência sangrando, apavorado. Eu era muito levado, estava também sempre atrás de bola, subindo em árvore e aprontando".
Veja os principais trechos da conversa:
Paolo, que jogador foi sua inspiração?
Ronaldo Fenômeno. Meu pai me fazia ver muitos vídeos de futebol, eu treinava com ele, falava de futebol, mas ele me fazia ver esses vídeos.
Quem são os jogadores que você jogou que te entregaram a "bola mais redonda", os melhores passes?
Com certeza o D'Alessandro, ele é um craque. Os passes são demais! Olhando para outros times, o Rafael van der Vaart e o Jadson, no Corinthians. São os "maestros", os meias que organizam o jogo. São os três melhores para mim.
Paolo e o amor por cavalos, quando começou?
Meu pai sempre me levava no hipódromo. Quando era criança, eu ficava incomodado, não gostava tanto. Com o passar do tempo, fui gostando, porque era algo que meu pai era muito apaixonado. Um dia, eu disse para ele para comprarmos nosso cavalo. E ele dizia: "vamos com calma, não é o momento para isso". Eu então insistia, que ir no hipódromo e não ter um cavalo, não fazia sentido. Somos muito competitivos! Um ano depois, voltei no assunto, aí decidimos comprar. Na época, compramos dois cavalos. Hoje, eu tenho seis no Brasil e três no Peru. Um deles é o Raio Advíncula, porque é muito rápido (recebeu o nome do colega de seleção, Luis Advíncula, em referência à velocidade do lateral peruano).
Como é ser reconhecido e admirado no mundo inteiro?
Não penso sobre isso, não me vejo assim. Mas quando estava em Los Angeles e fui reconhecido, fiquei meio incrédulo. Eles falavam: "ah, você é aquele jogador da seleção peruana". É um reconhecimento pelo trabalho que fazemos.
Qual foi o gol mais bonito que você já fez?
O mais bonito foi contra o Bayern de Munique, no Oliver Kahn, e nós ganhamos jogando em Munique. Eu tinha saído do Bayern, estava no Hamburgo, então tinha um gosto especial. Foi um gol no ângulo e com a perna esquerda, no Oliver! Tenho outros gols que foram importantes também. O do Mundial com o Corinthians, claro. Para mim, foi um dos melhores, porque vai ficar sempre marcado na minha vida, na minha história, mas estou falando mais da "beleza" de um lance.
Quem vai ser o novo camisa 9 da seleção peruana?
É difícil dizer. Tem muitos nomes que podem surgir. Mas uma coisa eu sei, quando chegarem na seleção tem que chegar sem essa pressão. Não é qualquer um que joga com a camisa da seleção. Tem que chegar para dar o melhor, tem que dar mais do que dão nos seus clubes, dar a vida. Claro que um centroavante precisa fazer gols, quem vir, tem que fazer gols. Mas não precisa ter essa pressão, porque, em primeiro lugar, tem que ter entrega.
Qual o sonho que falta você realizar? Eu sei que o seu sonho era ir para um Mundial. O que falta você conquistar?
Eu tenho um sonho a cada ano. Eu conquistei muitos dos que eu tinha, mas em cada novo ano, penso em coisas novas. Nesse tempo agora, tenho pensado muito sobre meus objetivos. Quando tenho tempo para descansar, consigo refletir mais sobre isso. Esse ano já tenho meus objetivos. Espero que possa cumprir depois dessa pandemia.
Qual seu maior medo?
Meu maior medo? Não tenho medos. Quem sabe que o mundo acabe. Quem sabe de perder alguém...Para mim meus pais são muito valiosos, agradeço muito que eles estejam vivos. Ter eles vivos, me fortalece. E turbulências de avião? Sim.
Quais são as palavras-chaves para o momento dessa seleção peruana?
Sacrifício, ambição e grupo. Entramos na seleção com esse sentimento. É uma seleção diferente das outras que já passei, vejo todos unidos pela mesma causa, muito determinados.
Bibiana Bolson / ESPN Brasil03/04
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