Texto por Colaborador: A. Rother 21/10/2026 - 20:04

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) disponibilizou em seu site um painel com informações sobre as dívidas dos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. De acordo com o levantamento atualizado, o Internacional acumula R$ 1,05 bilhão em débitos e ocupa a sexta posição no ranking geral, que reúne 40 equipes.

O Atlético-MG lidera a lista, com R$ 2,66 bilhões em dívidas, seguido por Corinthians, com R$ 2,08 bilhões, e Botafogo, com R$ 1,78 bilhão. Entre os clubes da elite nacional, o Mirassol apresenta o menor passivo, de R$ 7,4 milhões.

O painel permite consultar os valores registrados nos balanços financeiros dos clubes em 31 de dezembro, além de informações sobre pagamentos em atraso. Os times precisam informar à agência, três vezes por ano, a situação de débitos relacionados a salários, transferências e impostos.

A Anresf alterou os critérios de cálculo poucas horas depois da publicação inicial do levantamento. A partir da revisão, receitas recebidas antecipadamente deixaram de ser contabilizadas como dívidas, passando a ser considerados apenas os valores que os clubes ainda terão de desembolsar. Com a mudança, o total dos débitos das 40 equipes caiu de R$ 25 bilhões para R$ 19,99 bilhões.

Desse montante, R$ 17,34 bilhões correspondem aos clubes da Série A, enquanto as equipes da Série B somam R$ 2,65 bilhões em dívidas. Na segunda divisão, o Sport aparece na liderança, com R$ 324 milhões, seguido pelo Náutico, com R$ 291 milhões. O CRB tem o menor valor entre os 40 participantes, com R$ 900 mil.

A agência também divulgou informações sobre pagamentos vencidos até 30 de junho. Entre os 20 clubes da Série A, apenas Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino declararam não possuir débitos em atraso. A próxima janela para autodeclaração está prevista para 30 de novembro.

Nesta semana, a Anresf determinou que Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo têm 45 dias para quitar dívidas contraídas em 2026. Caso não cumpram os prazos, os clubes poderão sofrer transfer bans, punições que impedem o registro de novos jogadores.

Desde janeiro, o regulamento de Fair Play Financeiro prevê medidas para combater os atrasos. A partir de novembro, as sanções também poderão atingir dívidas anteriores a 2026, encerrando o período de transição em que as punições se restringem a débitos relacionados a contratos assinados nesta temporada.

A proximidade do fim dessa fase já mobiliza os clubes, que articulam um pedido para adiar a aplicação das punições, pelo menos, até o fim de 2027, com preferência por uma extensão até 2028. Até o momento, porém, a Anresf não recebeu nenhuma proposta formal para análise.

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