Texto por Colaborador: A. Rother 01/04/2026 - 02:17

O GE.com apresentou o potencial que cada time para a rodada 9° do Brasileirão comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e também nos últimos seis jogos independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, são analisados 76.386 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.135 jogos de Brasileirões desde 2013 que servem de parâmetro para a produtividade atual de cada equipe.

FAVORITISMO: INTER 47% X 25% SP

São Paulo é pedra no sapato do Inter em casa, e os números explicam por quê

O Internacional recebe o São Paulo com um histórico que não lhe favorece. Em 19 partidas como mandante pela Série A contra o Tricolor, o Inter venceu apenas seis, empatou seis e perdeu sete — incluindo o duelo do ano passado, quando Roger Machado comandava os gaúchos e Hernán Crespo era o técnico paulista. Agora, curiosamente, os papéis se inverteram: Machado está no São Paulo e Crespo acaba de deixar o clube.

Os dados da temporada reforçam o favoritismo visitante. O São Paulo ostenta a melhor defesa do Brasileirão, com apenas cinco gols sofridos em oito rodadas (média de 0,63 por jogo). Do outro lado, o Internacional tem o segundo pior ataque da competição, com sete gols em oito partidas (0,88 de média). Em casa, o cenário é ainda mais crítico: apenas três gols em quatro jogos, média de 0,75. A campanha como mandante do Inter é a pior do torneio, igualada ao Cruzeiro: uma vitória, nenhum empate e três derrotas, aproveitamento de 25%.

O volume ofensivo existe — o Inter é o segundo time que mais finaliza em casa, com média de 17 chutes por partida —, mas a eficiência é baixíssima: um gol a cada 22,7 tentativas, segunda pior marca nesse quesito.

O São Paulo, por sua vez, figura como o terceiro melhor visitante do campeonato: duas vitórias, um empate e uma derrota, 58% de aproveitamento. Como forasteiro, o Tricolor sofre em média 13,8 finalizações por jogo (11º entre todos os times), mas tem a segunda maior resistência visitante, cedendo um gol a cada 18,3 conclusões adversárias. No ataque, finaliza pouco fora de casa (média de 7,5 por partida, a menor entre os visitantes), mas marca em média um gol por jogo, sétima eficiência forasteira.

A fragilidade defensiva do Inter em casa abre espaço para o São Paulo. Mesmo sendo o quinto mandante que menos cede finalizações, o Colorado tem a segunda menor resistência defensiva caseira: um gol sofrido a cada 6,8 chutes.

O duelo aéreo promete ser um dos pontos centrais da partida. O São Paulo é o time mais dependente de jogadas aéreas, independentemente de onde atua. Desconsiderando dois gols de pênalti, os últimos sete gols do Tricolor saíram de bolas altas. Como visitante, foram oito gols com a bola em disputa, e em sete deles a bola aérea foi decisiva.

O Inter, por sua vez, apresenta comportamento distinto conforme o mando. Em casa, chega ao gol predominantemente pelo chão: oito dos últimos 11 gols marcados (sem pênaltis) foram de jogadas rasteiras. Já fora de casa, é a bola aérea que prevalece, com nove de 13 gols na temporada.

Há, contudo, um complicador para o São Paulo. Até a terceira rodada, o Internacional era especialmente vulnerável no alto: sete dos nove gols que havia sofrido tinham origem aérea. Desde então, o cenário mudou. Excluindo um pênalti, o time gaúcho sofreu mais sete gols, mas apenas dois vieram de jogadas no alto, o que sugere uma correção defensiva que pode neutralizar justamente o ponto forte do visitante.


 

 

 





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