Texto por Colaborador: A. Rother 02/04/2026 - 00:20

O técnico Paulo Pezzolano lamentou o empate com o São Paulo nos minutos finais, mas defendeu o desempenho da equipe e o caminho que o Inter vem trilhando. Na coletiva pós-jogo, o uruguaio reconheceu a "sensação ruim" deixada pelo resultado e atribuiu o gol de Calleri a um "pequeno detalhe individual", destacando que o adversário criou poucas oportunidades ao longo da partida.

"Se gostamos de sofrer lá atrás é outra discussão, mas a verdade é que o São Paulo teve poucas chances. Perdemos os três pontos, mas temos que seguir evoluindo."

Pezzolano também ressaltou os sete pontos conquistados nos últimos nove disputados como sinal de evolução, mas fez questão de contextualizar o momento do clube.

— É um ano que vai ser duro. Se não assumirmos que vai ser um ano duro, que vai ser de muito trabalho e se acharmos que temos o Inter de quando jogou nas copas, quando saiu campeão do mundo, quando saiu campeão da Libertadores, achamos que é o mesmo momento, vamos sofrer muito mais. Tem que entender que é um ano de transição.

Sobre a atuação de Bernabei:

— Bernabei fez um jogo espetacular. Hoje não teve nenhum problema por seu lado. E o gol não veio por erro dele, nem nada. Em vez de colocar o Vitinho por direita, que é mais ofensivo, colocamos Aguirre, um pouco mais defensivo, e fizemos um pouco mais ofensivo pela esquerda com o Bernabei. Se eu colocava o Matheus Bahia e o Aguirre, era uma linha de cinco que iria custar mais a transição.

Sobre a ausência de Vitinho, Félix Torres e Rochet:

— Qualquer jogador que não jogou faz falta. Temos jogadores da seleção, Félix, Rochet, os jogadores que chegaram agora, mas todos os times tinham isso também. Qualquer momento também tem um expulso, com três amarelos, é normal. Sempre vai fazer falta o que não joga.

Sobre Carbonero e Borré no banco:

— 100% por conta da seleção. Eles chegaram de madrugada, chegaram ontem, às 1h. Foram treinados ontem. E você sabe o que é viajar, estar nove dias, oito dias, treinando quase nada. O risco era muito grande. Eu sinto isso. Era capaz de eu colocar os titulares e vencer o jogo. Mas temos um risco, e o risco era muito grande.

Sobre a entrada de Carbonero apenas nos minutos finais:

"Sempre se pode fazer antes ou depois. Eles também poderiam ter marcado antes. A sensação ruim é pelo empate. Não quisemos abrir o campo, porque estavam explorando as costas dos laterais. Tinham a bola, mas não finalizavam. Em uma jogada isolada, acabaram fazendo o gol. No geral, não estivemos tão mal dentro do que planejamos."

Sobre Allex e as opções no banco:

— Você pode entrar. Pode entrar Clayton, Juninho, pode entrar em todos os jogadores. Allex fez bons jogos no começo, está crescendo dia a dia, o menino está trabalhando muito bem, mas em algum momento pode entrar.

Sobre o equilíbrio buscado pela equipe:

— Estamos procurando equilíbrio para somar pontos. Precisamos somar pontos. Lástima que não pudemos somar os três pontos.





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