Texto por Colaborador: A. Rother 23/09/2026 - 13:00

Na coluna publicada por Alexandre Alliatti no ge, o jornalista faz uma crítica dura à decisão do Internacional de contratar Eduardo Baptista para tentar salvar o clube do rebaixamento. Alliatti usa uma metáfora provocativa, comparando o Inter a um “lêmingue” — pequenos roedores que ganharam fama de se jogar de penhascos, não por suicídio, mas por desorganização e atropelo. Para ele, a escolha por Baptista soa como um movimento desesperado, quase um salto consciente rumo ao precipício.

O texto ironiza o processo de decisão da diretoria, imaginando uma reunião em que dirigentes se empolgam com o nome de Baptista apesar de seu histórico irregular em clubes como Palmeiras, Fluminense e, mais recentemente, no Criciúma, onde vinha de cinco derrotas em seis jogos e saiu de campo sob vaias após perder para o Operário. Alliatti lembra ainda que o treinador carrega o peso do sobrenome, já que seu pai, Nelsinho Baptista, deixou o Inter em 1996 para treinar o Corinthians, episódio mal visto pela torcida.

Apesar da crítica, o jornalista reconhece que Baptista tem trabalhos consistentes e merece a chance de provar que todos estão errados. Caso consiga evitar o rebaixamento, seria o maior feito de sua carreira e poderia conquistar a gratidão eterna da torcida colorada. Mas, no momento em que escreve, Alliatti afirma sentir que o Inter simplesmente desistiu, que a Série B parece inevitável diante da ruindade do time, da situação apocalíptica na tabela e da incapacidade de atrair um técnico mais animador.

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