Texto por Colaborador: A. Rother 06/10/2026 - 14:15

Na véspera da estreia diante do Corinthians, no Beira-Rio, em rodada decisiva do Brasileirão, Eduardo Baptista concedeu entrevista ao InterCast, no YouTube oficial do clube, e deixou claro que seu objetivo vai além de apenas salvar o Inter do rebaixamento.

O treinador destacou os planos de longo prazo e afirmou: “Eu não vim aqui para dois meses. Eu saí de um trabalho consolidado no Criciúma, que fatalmente vai ter o acesso, mas eu sei o que eu deixei para trás. Não vim só para tirar o Inter do rebaixamento, mas eu vim por um contrato longo, para poder fazer um trabalho em um grande clube, em um grande centro e poder construir algo maior. Que a gente possa ter muitas vitórias aqui. O Inter é muito grande para estar em uma situação como essa.”

Esquemas e ajustes táticos
Baptista comentou sobre suas preferências de formação e a evolução para o esquema com três zagueiros: “Eu sempre gostei do 4-3-3 ou do 4-2-3-1... No Atlético-GO, tomávamos muitos gols... mais adiante, iniciando a Série B pelo Novorizontino, senti que era o momento de testar aquilo lá. E ninguém na Série B jogava com três zagueiros. Só o Abel, vindo de Portugal, tinha um desenho parecido com aquele. Saímos da segunda divisão de São Paulo e quase tivemos o acesso para a Série A.”

Ele também destacou a importância de Bruno Gomes: “Um exemplo real é o Bruno Gomes. Ele te dá um leque de movimentos... ter um jogador que sai dessa linha e busca o encaixe no adversário te dá ferramentas para poder jogar.”

Trabalhos individuais
Sobre Bernabei, Baptista disse: “Nós temos jogadores inteligentes... O Bernabei faz bem o corredor e estamos estimulando o 1 para 1, para ele buscar o enfrentamento contra o adversário. Se a bola vem pelo outro lado também queremos que ele tenha presença de área para fazer gol. Não vejo ele no seu melhor potencial jogando por dentro. Ele não para, é incansável, veloz.”

Ele também citou outros nomes: “O Vitinho, por característica, tem mais facilidade de jogar por dentro... Tenho trabalhado bastante com o Carbonero para ajustar a parte defensiva... O Bruno Henrique, apesar de ser volante, também pode jogar mais adiantado para ser um meia de armação em alguns momentos.”

Jogos decisivos
O treinador ressaltou a importância da sequência contra Corinthians e Grêmio: “É a grande oportunidade nossa. Eu acredito muito que, com dois bons resultados, a nossa situação poderá ser melhor resolvida... Sei o poder de um Gre-Nal, mas o Corinthians vem primeiro. Eu falei para eles: esses dois jogos podem virar a chave de um jeito que ninguém está esperando.”

Aposta na base
Eduardo Baptista também reforçou a importância dos jovens: “Eu acredito bastante nisso, pois faz parte do trabalho trazer esses meninos e ver como eles se sentem no nosso meio... Lógico que agora, entre aspas, não é a hora do menino, é hora de você trazer o cara de mais casca. Mas temos que preparar esses garotos. Por isso que eu falo que eu não vim aqui para dois meses. Vim para algo maior. E a base passa por isso.”

Ele citou nomes como Raykkonen, João Bezerra, Luiz Felipe e João Victor: “Temos dois centroavantes com uma projeção muito grande. O Raykkonen, que tem uma altura grande, tem velocidade, assim como o Bezerra... Tem o João Victor e o Luiz Felipe, que são irmãos... O João é um cara bem tático, que com duas ou três palavras ele pega rápido e consegue entender. Ele está no processo de evolução. São jogadores em evolução.”

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