Texto por Colaborador: A. Rother 25/09/2026 - 01:56

A chegada de Eduardo Baptista ao Internacional aconteceu em meio a um cenário de forte pressão no clube. Além da rejeição de parte da torcida ao novo treinador, o Colorado terá pela frente o Corinthians, no Beira-Rio, em um confronto que ganhou contornos de decisão na luta contra o rebaixamento. Durante o De Primeira, do Canal UOL, os jornalistas Rômulo Mendonça, Paulo Vinícius Coelho e Pedro Lopes analisaram o momento vivido pelo Inter.

Para Rômulo Mendonça, o contexto que levou Eduardo Baptista ao comando da equipe é um sinal de alerta para o clube. O comentarista lembrou que o Internacional anunciou a saída de Paulo Pezzolano no domingo à noite, após a derrota para o São Paulo, e passou a procurar um substituto em meio a uma série de negativas.

Na avaliação de Rômulo, o duelo com o Corinthians, marcado para depois da pausa da Data Fifa, tornou-se um confronto de "vida ou morte" para o Colorado, que atualmente ocupa a 18ª posição do Brasileirão, com 28 pontos.

"O Internacional, a gestão do Internacional, levou a isso, do clube estar em total desespero, recebeu inúmeras negativas na última semana. O anúncio oficial da saída foi no domingo à noite. O Inter tinha perdido para o São Paulo na noite anterior, anunciou a saída do Pezzolano e começou uma caça que foi recheada de negativas. O que restou foi o Eduardo Batista. E esse jogo contra o Corinthians virou um jogo de vida ou morte. Se o Inter perde para o Corinthians em casa, na volta da FIFA, já pode acionar o caixão. Já era."

Rômulo também classificou a busca do Internacional como uma tentativa de encontrar um "bombeiro para apagar o incêndio". Para ele, porém, a crise não está restrita ao desempenho da equipe e envolve também a gestão do clube e a pressão sobre a diretoria.

PVC: "Eduardo Baptista é bom técnico", mas não é visto como salvação

Paulo Vinícius Coelho fez uma avaliação sobre Eduardo Baptista e destacou que o treinador tem qualidade, embora não esteja sendo tratado como o profissional capaz de solucionar imediatamente a crise do Internacional.

"O Eduardo Baptista é bom técnico. Ninguém está olhando para ele como salvação do Internacional. Ninguém consegue olhar para o Eduardo Baptista, que está fora da Série A desde 2017. Os últimos três brasileiros de Série B, ele foi quinto lugar, batendo na trave nas três vezes. Acho que falta um certo respeito, mas ok. Também não acho que vai ser solução."

PVC também analisou a forma como Eduardo Baptista deixou o Criciúma. Para o jornalista, a maneira como o treinador conduziu a situação acabou criando um problema de imagem logo no início de sua passagem pelo Beira-Rio, principalmente pela negativa de que tivesse mantido contato com o Internacional antes de ser anunciado.

"O X da questão é você ficar como o Pinóquio da situação. Esquiva, não precisa mentir. Ele falou depois do jogo que não teve contato de ninguém no Internacional, para 24 horas depois ele estar apresentado no Internacional."

Pedro Lopes destaca rejeição da torcida

Pedro Lopes chamou atenção para outro fator que pode interferir no início do trabalho de Eduardo Baptista: a reação da torcida. Na avaliação do jornalista, a resistência ao treinador está relacionada principalmente à expectativa existente antes da contratação, já que havia a esperança de que o Inter buscasse um nome de maior peso para tentar afastar o clube da zona de rebaixamento.

"Eu acho que pode acontecer o mesmo. A do Inter acho que é mais a expectativa de que fosse vir alguém mais de peso ou mais de pompa para tirar o clube dessa situação.

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