Texto por Colaborador: A. Rother 07/11/2026 - 02:30

A chegada de Eduardo Baptista ao Internacional provocou uma mudança importante no comportamento da equipe, especialmente nos jogos disputados no Beira-Rio. Essa foi uma das avaliações de Jota Finkler durante o programa Vamo, Colorado, da GZH Esportes. O comentarista destacou o aproveitamento perfeito do treinador como mandante e ressaltou que a transformação promovida no time vai além das questões táticas.

Com três partidas disputadas em Porto Alegre sob o comando de Eduardo Baptista, o Colorado conquistou três vitórias, marcou sete gols e sofreu apenas um. O aproveitamento chegou a 100%, número bastante superior ao registrado anteriormente por Pezzolano no Brasileirão.

Na comparação apresentada durante o programa, o antigo treinador comandou o Inter em 14 jogos no Beira-Rio, com três vitórias, cinco empates e seis derrotas. Foram 16 gols marcados e 16 sofridos, resultando em um aproveitamento de 33,3%.

Para Finkler, entretanto, os números não contam toda a história. O comentarista entende que o principal mérito de Eduardo Baptista foi recuperar o envolvimento dos jogadores e fazer com que a equipe voltasse a entrar em campo com outra disposição.

"Ele conseguiu fazer algo no Inter que eu acho que foi fundamental, que o Pezzolano não estava conseguindo. Acho que tirar dos caras, que vai além da tática", afirmou.

Na sequência, explicou o que considera mais importante na mudança promovida pelo treinador: "É a questão do envolvimento, é os caras entrarem em campo querendo".

Finkler também fez uma ressalva sobre as três vitórias consecutivas em casa. Embora reconheça a evolução do Internacional, ponderou que o desempenho não foi igualmente convincente em todos os confrontos.

"Eu reconheço que mudou e mudou para melhor o Internacional, mas o Inter não jogou bem todas", observou.

Como exemplo, citou as dificuldades enfrentadas contra o Corinthians. Na avaliação do comentarista, o Colorado precisou suportar a pressão adversária, mas conseguiu ser decisivo quando encontrou oportunidades. Ele também lembrou que o primeiro tempo diante do Coritiba foi bastante ruim.

"Contra o Corinthians, o Inter sofreu e soube sofrer, mas, quando teve a chance, foi letal", analisou. Finkler ainda destacou a jogada construída por Patrick e Vitinho no primeiro gol da partida.

O comentarista também recordou as três vitórias que o Internacional havia conquistado anteriormente como mandante sob o comando de Pezzolano: Fluminense, Chapecoense e Vasco. Sobre o triunfo por 4 a 1 diante dos cariocas, utilizou a expressão "jogo da ilusão", pois o resultado criou uma expectativa positiva antes de uma sequência negativa longe de Porto Alegre.

Depois daquela partida, o Inter perdeu por 2 a 0 para o Vitória e foi derrotado pelo Bragantino por 3 a 1. Já os resultados positivos obtidos por Eduardo Baptista no Beira-Rio foram contra Corinthians, Botafogo e Coritiba.

A recuperação do rendimento em casa, porém, não elimina uma preocupação apontada por Finkler em relação ao futuro do elenco. O comentarista afirmou que o grupo colorado precisa passar por uma reformulação e receber reforços para conseguir enfrentar outra temporada de Campeonato Brasileiro.

"Ano passado quase caiu, manteve a base, piorou ela inclusive, porque saiu o Vitão, por exemplo. E para esse ano está na mesma situação. Um terceiro ano, se escapar esse ano, não suporta. O Inter não suporta um Brasileirão com esse elenco", declarou.

Na visão do jornalista, o problema precisa ser observado a cada janela de transferências, já que a equipe não pode repetir o mesmo planejamento e esperar resultados diferentes. Ele também avaliou algumas contratações realizadas pelo clube, considerando Villagra e Mateo Bahia reforços positivos.

Sobre Alerrandro, destacou a recuperação do atacante, que chegou a perder espaço e ficou fora dos planos em determinados momentos, mas apresentou evolução com Eduardo Baptista. Já a respeito de Maripán, elogiou a identificação demonstrada pelo zagueiro com o Internacional, embora tenha ressaltado que ainda falta uma contribuição maior dentro de campo.

Finkler também valorizou a personalidade do chileno ao comentar o episódio de confusão com adversários. Para ele, o elenco precisa contar com jogadores que demonstrem disposição para defender o grupo nos momentos de tensão.

"Não posso ter só os caras que dão boa noite e vão dormir. O grupo que vai dormir às oito da noite não dá também", comentou.

Na sequência, ponderou que não se trata de defender falta de comprometimento com os treinamentos, mas de reconhecer a importância de atletas com personalidade. "Não precisa dormir às cinco da manhã, pode jogar um videogamezinho até meia-noite. Mas tem que estar inteiro para o treino", completou.

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