Texto por Colaborador: A. Rother 21/04/2026 - 03:00

A derrota por 2 a 1 para o Mirassol, no último domingo, escancarou dois problemas estruturais que a comissão técnica do Internacional já havia identificado. São fragilidades que dificultam — e muito — a tentativa do técnico Paulo Pezzolano de construir um time mais ofensivo e intenso.

O primeiro problema está no ataque. Quando o Colorado tenta furar blocos defensivos fechados pelo centro do campo, simplesmente não consegue. Sem opções pelo meio, o time acaba recorrendo em excesso às pontas e apostando em cruzamentos na área — uma estratégia previsível e pouco eficiente.

O segundo ponto é ainda mais difícil de corrigir no curto prazo: a dificuldade dos jogadores em assimilar o chamado modelo "perde-pressiona" exigido por Pezzolano. A ideia do treinador é simples na teoria: ao perder a bola no campo ofensivo, o time deve pressionar imediatamente o adversário e recuperar a posse o mais rápido possível. Na prática, porém, os atletas colorados não estão conseguindo executar isso.

O resultado dessa falha é grave. Sem a pressão imediata, os adversários conseguem sair rapidamente para o contra-ataque, e a defesa do Inter fica completamente exposta — seja em disputas individuais com os atacantes rivais, seja sofrendo com bolas lançadas nas costas da linha defensiva.

Tudo isso ficou visível no confronto com o Mirassol, e Pezzolano deverá trabalhar esses aspectos com insistência nos próximos dias. Ainda assim, a tendência é que o treinador opte por recuar e adotar um esquema mais defensivo — que rendeu bons resultados nas últimas partidas. Não é o modelo que ele prefere, mas é o que melhor protege o Inter diante das duas fragilidades que o clube ainda não conseguiu superar.

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