Texto por Colaborador: A. Rother 15/04/2026 - 20:14

A Polícia Civil oficializou, nesta quarta-feira (15), o indiciamento de Bárbara Fonseca, executiva de futebol feminino do Grêmio, pelo crime de injúria racial. O episódio ocorreu durante o clássico Gre-Nal realizado no final de março, válido pelo Campeonato Brasileiro. A investigação foi motivada pela denúncia de um integrante da torcida organizada Camisa 12, do Internacional, que afirmou ter sido alvo da frase "Macaco, filho da p***" proferida pela dirigente.

O caso agora gera desdobramentos na esfera esportiva, onde tanto o clube quanto a executiva foram enquadrados no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. De acordo com o regulamento, o Grêmio corre o risco de perder pontos na competição, além do mando de campo e da aplicação de uma multa que pode chegar a R$ 100 mil. Já Bárbara Fonseca pode enfrentar uma suspensão de até um ano e multa de igual valor.

Em posicionamento oficial, o Grêmio defendeu a dirigente e manifestou "convicção na versão apresentada pela executiva de que não houve ofensa racial em nenhum momento". Apesar da defesa do clube gaúcho, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já se movimentou e aguarda uma decisão liminar para que a profissional seja suspensa preventivamente de suas funções até a data do julgamento.

Bárbara Fonseca, que possui trajetória em clubes como Cruzeiro e América antes de assumir o cargo no Rio Grande do Sul, permanece no centro de uma disputa jurídica que pode afetar diretamente a campanha das Gurias Gremistas no certame nacional. O processo segue em tramitação enquanto as autoridades aguardam a decisão do STJD sobre a suspensão imediata da dirigente.

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