Reprodução / Globoplay O candidato à presidência do Internacional Roberto Melo participou de uma entrevista exclusiva no YouTube, promovida pelo Beira News, em parceria com a Rádio Inter de Todos e Colorados & Coloradas. Durante a sabatina, falou sobre a situação financeira do clube, a participação de Delcir Sonda em uma eventual gestão, o planejamento para o futebol profissional, as categorias de base, o relacionamento com os sócios e projetos para o Beira-Rio. Ao longo da conversa, também relembrou sua trajetória como dirigente colorado e apresentou as prioridades de seu projeto.
A entrevista começou com uma avaliação sobre a derrota para o Fluminense, no Maracanã. Presente no estádio, Melo afirmou que o resultado deixou uma sensação de frustração, principalmente pelas decisões da arbitragem.
“Foi muito frustrante aquele final de jogo que a gente teve muito perto da vitória. Acredito que fizemos um bom jogo, merecíamos outro resultado”, declarou.
O candidato também cobrou atenção da direção colorada nesta reta final do Brasileirão. “A direção tem que estar muito atenta, porque nesse final de campeonato coisas estranhas começam a acontecer, erros começam a acontecer e o clube tem que estar muito atento e tomar todas as atitudes necessárias e possíveis para que o Inter não seja prejudicado”, afirmou.
Na avaliação de Melo, o Colorado apresentou evolução, mas foi prejudicado pela não expulsão de Renê. “O principal de tudo é que o Inter vem reagindo, acho que fez um bom jogo e não merecia esse resultado. Por isso fica ainda a frustração maior, principalmente pelos erros de arbitragem da não expulsão do Renê. Aquilo ali mudaria com certeza o resultado da partida”, acrescentou.
### Trajetória no Internacional e experiência na gestão
Ao falar sobre sua história com o clube, Melo contou que nasceu em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, em 1967, e cresceu acompanhando as conquistas coloradas da década de 1970. Quando tinha 13 anos, mudou-se com a família para Porto Alegre e passou a frequentar o Beira-Rio. Seu primeiro jogo no estádio foi uma partida da Libertadores, ocasião em que realizou o sonho de assistir a Falcão.
“Meu sonho era ver o Falcão jogar e eu consegui ainda ver o Falcão jogar. Foi um jogo, se eu não me engano, contra o Vasco no Beira-Rio. Então era um sonho de criança poder ir ao Beira-Rio. E aquilo ali a gente jamais esquece”, recordou.
Sua participação na política do Inter começou nos anos 2000, quando ingressou no movimento Inter Grande, do qual afirma fazer parte até hoje. Auditor fiscal da Receita Federal há 25 anos, destacou a experiência profissional nas áreas de finanças, controle de contas e auditoria como uma preparação para os desafios administrativos do clube.
“Trabalhei todo esse tempo nessa parte ligada a finanças, a controle de contas, auditoria, que eu acho que vai ser essencial para esse momento do Inter. Vou poder utilizar tudo aquilo que aprendi e me preparei também nessa parte de gestão, administrativa, de controle fiscal e responsabilidade fiscal”, explicou.
Melo entrou no Conselho Deliberativo em 2006 e, no ano seguinte, começou a ocupar funções na direção. Passou pelo relacionamento social, pela vice-presidência de esportes amadores e pela direção-geral das categorias de base, antes de assumir o futebol profissional em 2013 e 2014.
Ao relembrar o trabalho na base, citou jogadores revelados naquele período, como Alisson, Fred e Otávio. Também destacou os títulos estaduais conquistados durante sua passagem pelo futebol profissional, em uma época na qual o Inter precisou mandar partidas em Caxias do Sul e Novo Hamburgo devido à reforma do Beira-Rio.
Na sequência, recordou a reconstrução após o rebaixamento à Série B, em 2016. Melo afirmou que a gestão assumiu o clube com diversas pendências financeiras e a necessidade de reformular o elenco.
“Assumimos o Inter com muitas dívidas de salário, de décimo terceiro, de férias, de imagem, com cheques devolvidos, tendo que reformular todo um grupo. Emprestamos 30 jogadores naquele ano de 2017, tendo que contratar outros tantos para disputar as competições e a Série B”, relatou.
O candidato destacou que o retorno à primeira divisão foi conquistado com duas ou três rodadas de antecedência e que, já em 2018, o Inter terminou o Campeonato Brasileiro na terceira colocação, com vaga direta na Libertadores. Também lembrou as campanhas de 2019, quando o clube chegou às quartas de final da Libertadores e à decisão da Copa do Brasil, e a disputa pelo título brasileiro em 2020.
“Saímos de uma Série B e rapidamente transformamos o Inter num time competitivo de novo, disputando grandes títulos, Copa do Brasil, Libertadores e o Brasileiro”, afirmou.
Ao avaliar sua trajetória, reconheceu que houve acertos e erros durante as passagens pela gestão. “Cometi erros, tive acertos, participei de grandes momentos, de conquistas, participei da reconstrução depois do rebaixamento. É assim que historicamente os grandes dirigentes se forjaram: acertando, errando”, declarou.
### Dívida do Inter e participação de Delcir Sonda
A situação financeira foi um dos principais temas da entrevista. Questionado sobre como pretende enfrentar o endividamento e qual será a participação de Delcir Sonda em uma eventual gestão, Melo afirmou que a dívida compromete a capacidade de investimento e o cumprimento dos compromissos do clube.
“A dívida tem que ser enfrentada. Ela é um problema que nos estrangula, que nos tira a liquidez, que nos tira o fluxo de caixa e a capacidade de investimento e, principalmente, de cumprir os compromissos”, explicou.
O candidato disse que pretende realizar um diagnóstico detalhado das contas ao assumir o clube, já que seu grupo não tem acesso a todos os números. A partir desse levantamento, a ideia é identificar as obrigações mais urgentes e definir os instrumentos adequados para reorganizar as finanças.
“Tem vários instrumentos para se fazer esse enfrentamento. A gente tem que entrar para dentro do clube. Infelizmente, a gente não tem todos os números, a realidade financeira do clube detalhada”, afirmou.
Entre as alternativas mencionadas estão renegociações com credores, recuperação judicial ou extrajudicial e acordos coletivos de pagamento. Melo também defendeu a busca por novos recursos para recuperar a capacidade de investimento do Internacional.
“O Inter precisa captar recursos, o Inter precisa de dinheiro novo”, resumiu ao apresentar a necessidade de buscar parceiros, empresas e investidores interessados em aportar recursos ou associar suas marcas ao clube.
Sobre Delcir Sonda, Melo relembrou o histórico de apoio do empresário ao Internacional, incluindo participações em contratações e empréstimos realizados em diferentes gestões. Também detalhou a ajuda mais recente, de R$ 20 milhões, destinada a colocar os salários e outras obrigações em dia.
Segundo o candidato, Sonda foi procurado após uma reunião entre os pré-candidatos e o presidente Alessandro Barcellos, na qual foi apresentada a situação financeira do clube. Melo relatou que o empresário quis saber o valor das pendências e decidiu contribuir com o montante necessário.
“Ele se sensibilizou com a situação e rapidamente me perguntou quanto que estava em atraso. Eu falei o número que o presidente tinha me dito, em torno de R$ 14 milhões. E na hora ele disse, olhou para o executivo dele e falou: ‘Manda 20’”, contou.
Melo explicou que o valor foi destinado ao pagamento das obrigações pendentes e que Sonda também arcou com os custos de impostos relacionados à operação. De acordo com o candidato, o empresário teve uma despesa de aproximadamente R$ 21 milhões, enquanto os R$ 20 milhões chegaram integralmente ao Inter.
Ao falar sobre a relação com o empresário, Melo destacou que o apoio não está ligado a uma única gestão. “O Sonda vai participar, ajudou já o clube, ajudou Fernando Carvalho, ajudou Giovani Luigi, ajudou Marcelo Medeiros, agora ajudou o Alessandro Barcellos. Mas, na realidade, ele ajuda o Inter. O mérito é todo dele”, afirmou.
O candidato também relatou que ficou satisfeito ao reencontrar Sonda e perceber sua disposição para continuar contribuindo. “Ele tem dois amores na vida, que é a empresa dele e, principalmente, o Internacional. E ele diz isso, fala isso nas entrevistas. Então ele vai ajudar e a gente tem que achar as melhores maneiras para que ele possa contribuir e ajudar o Internacional”, completou.
### Identidade de futebol e escolha do treinador
Ao apresentar seu planejamento esportivo, Melo afirmou que a definição de uma identidade para o futebol do Inter deve anteceder a escolha do treinador. Para ele, o clube precisa estabelecer diretrizes que orientem o estilo competitivo, a formação de jogadores, as contratações e a estrutura oferecida ao elenco.
“Antes do perfil do treinador, a gente tem que definir uma identidade de futebol. O clube, a sua direção, tem que definir uma identidade de jogo, um método de formação, uma inteligência de contratação e uma estrutura que permita competir”, explicou.
O candidato descreveu o time que pretende construir como uma equipe intensa, organizada e protagonista, especialmente quando atuar no Beira-Rio.
“Essa identidade que a gente tem trabalhado no nosso projeto é de ter um time extremamente competitivo, um time intenso, um time organizado, um time que pressione, que busque a vitória o tempo todo e que tenha muita coragem para jogar”, afirmou.
Melo também considera necessário recuperar a força colorada como mandante. “A gente perdeu um pouco nos últimos tempos o protagonismo dentro de casa, dentro do Beira-Rio, que sempre tivemos. Antigamente, o adversário vinha aqui já contando com a derrota e hoje todo mundo vem e se sente à vontade”, avaliou.
A escolha do treinador deverá considerar a capacidade de desenvolver atletas, administrar o grupo e dar protagonismo aos jogadores formados no clube. Nesse ponto, Melo defendeu que a utilização da base seja uma política institucional, com cobrança sobre o comandante.
“Não adianta ter os meninos lá treinando, ter os meninos no grupo e não utilizar. Eles têm que ter minutagem. Isso é uma política de clube”, ressaltou.
Sobre Eduardo Baptista, atual treinador colorado, afirmou que o trabalho será avaliado ao final da temporada, assim como outros nomes poderão ser considerados. A permanência na Série A, entretanto, é a prioridade imediata.
“Ele vai ser avaliado no final do ano, como outros nomes serão. Evidentemente, conseguindo o que para nós hoje é um título, que é a permanência na Série A, ele ganha crédito e a gente tem que avaliar a possibilidade de continuar”, explicou.
O candidato acrescentou que a decisão dependerá da adequação do treinador à identidade de futebol pretendida. Também evitou antecipar nomes ou decisões enquanto a equipe ainda luta contra o rebaixamento, para não criar problemas ao trabalho em andamento.
### Profissionalização e responsabilidades na gestão
Melo também apresentou sua visão sobre a organização administrativa do Internacional. Para ele, a profissionalização não se resume à contratação de executivos, mas exige uma divisão clara de funções e responsabilidades.
“Simplesmente contratar profissionais e dizer que está profissionalizando não é a mesma coisa. Tu tem que definir funções, definir responsabilidades e é isso que a gente vai fazer”, afirmou.
Na estrutura proposta, o presidente e o Conselho de Gestão ficariam responsáveis pela representação institucional, pelo planejamento estratégico, pela definição das diretrizes e do orçamento, além da cobrança por resultados. A execução caberia aos profissionais contratados para cada área.
“Eu entendo que o Conselho de Gestão tem que cumprir o que está no estatuto. Tem que pensar no longo prazo, no planejamento estratégico, nas diretrizes, em definir orçamento e os profissionais executarem”, explicou.
O candidato também apontou problemas na divisão de atribuições que, segundo ele, existe atualmente no clube. Relatou que, em conversas com profissionais e dirigentes, encontrou queixas sobre interferências e falta de clareza na tomada de decisões.
“O executivo diz que não consegue entregar o que foi prometido porque tem muita interferência. O vice-presidente que está lá na área diz que não apita nada e todo mundo diz que o Conselho de Gestão é que define tudo”, relatou.
Sobre o CEO, Melo defendeu que o profissional tenha experiência, qualificação e conhecimento do Internacional, além de integração com a presidência e os demais setores executivos.
### Categorias de base e projeto Saci
A formação de jogadores foi apresentada como um dos pilares do projeto esportivo. Melo afirmou que o Inter precisa recuperar a capacidade de identificar talentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, além de oferecer melhores condições para que os jovens cheguem ao profissional.
O candidato criticou a necessidade de negociar atletas precocemente por causa das dificuldades financeiras. “Hoje o jogador chega no profissional já de mala pronta para ser vendido, para sair pela situação que o clube se encontra, de ver muito e precisar de recursos. E aí tu acaba fazendo maus negócios”, avaliou.
O projeto Saci prevê investimentos em prospecção, inteligência de mercado e metodologia de formação. A ideia é desenvolver os atletas em diferentes dimensões e criar uma transição mais eficiente entre as categorias de base e o elenco principal.
Uma das propostas é aproximar as equipes sub-20 e sub-17 do Beira-Rio, com a construção de dois campos no entorno do estádio. Melo pretende que os jovens tenham mais contato com a torcida e com a estrutura do futebol profissional.
“Não encontrei ninguém que não gostasse dessa ideia. Trazer a base de novo para o entorno do Beira-Rio, trazer os garotos para perto do estádio, para perto da torcida”, afirmou.
O candidato também explicou que deseja devolver movimento ao complexo colorado durante todo o ano. “Se vocês forem lá no Beira-Rio num dia que não tenha jogo, seja de dia, seja de noite, está vazio. Não tem movimento, não tem crianças, não tem atletas, não tem pessoas transitando. A gente quer trazer novamente essa vida. O Beira-Rio tem que ser protagonista novamente. Ele tem que ter vida 365 dias por ano”, declarou.
Melo citou como referência estruturas de clubes que mantêm as categorias de base próximas ao elenco principal e oferecem condições semelhantes de treinamento, alimentação e recuperação. Para ele, esse investimento ajuda a explicar a capacidade de alguns clubes de lançar jovens atletas já preparados para competir.
### Sócios, consulados e marketing
O relacionamento com os associados que vivem fora de Porto Alegre também foi abordado. Melo relembrou sua passagem pelo setor de relacionamento social, entre 2007 e 2009, quando trabalhou diretamente com os consulados e participou do projeto Rio Grande Vermelho, que buscava ampliar o quadro social no interior do estado.
O candidato destacou a importância dos associados que contribuem mensalmente mesmo tendo poucas oportunidades de acompanhar os jogos no Beira-Rio. Também afirmou que o clube precisa melhorar a recepção oferecida a esse público.
“O sócio do interior, o sócio que está distante de outros estados, que está distante do clube, mesmo assim vai lá e contribui, paga sua mensalidade, mesmo vindo muito poucas vezes ao estádio. E quando ele vem, pelo feedback que a gente tem hoje, ele é muito mal recebido, muito mal tratado”, criticou.
Melo recordou que, durante sua passagem pelo relacionamento social, havia um atendimento específico para os consulados e para os torcedores que visitavam o estádio. A proposta é recuperar esse vínculo e oferecer uma experiência melhor aos associados.
“A gente tem que resgatar a identidade de tratar melhor o nosso sócio e os nossos consulados, aquele torcedor que está longe. A gente não pode pensar nele apenas na hora de pagar a mensalidade. Tem que pensar em dar retorno para ele dessa mensalidade que paga e dos poucos jogos que assiste”, afirmou.
Na área de marketing, o candidato apontou a ausência de um patrocinador máster como uma perda importante de receita. “A questão do marketing a gente pode melhorar muito, muito mesmo. O Inter não tem hoje um patrocínio máster. Isso já é uma coisa muito grave, é uma receita fundamental que o Internacional perde, deixou de ganhar”, declarou.
### Projetos para o Beira-Rio e novas fontes de receita
Outra proposta apresentada envolve a relação comercial com a empresa responsável por parte da administração do complexo do Beira-Rio. Melo afirmou que se reuniu com representantes do BTG, controlador da empresa, e recebeu abertura para discutir novas parcerias.
“Eu tenho certeza que os dois, o Inter e a empresa, estão perdendo dinheiro, porque não conseguem desenvolver conjuntamente atividades que tragam torcedores, sócios e parceiros para dentro do complexo Beira-Rio”, afirmou.
O candidato também contou que visitou o River Plate, na Argentina, para conhecer a estrutura do clube, e conversou com representantes do CAF, instituição de financiamento que participa de projetos de desenvolvimento urbano. A intenção é integrar o Beira-Rio a iniciativas que movimentem a região da orla do Guaíba.
Entre as ideias estão a utilização de espaços próximos às churrasqueiras e a reforma de um campo na região do Marinha, com a criação de um polo turístico, de entretenimento e convivência.
“Hoje a gente tem a orla ali, que é maravilhosa, passam milhares de pessoas todo mês e o Internacional não participa disso. A nossa ideia é construir ali um grande polo, um grande distrito turístico, de entretenimento e também social, que traga vagas de trabalho”, explicou.
Melo afirmou que pretende buscar parceiros para desenvolver o projeto e ampliar as fontes de receita do clube. “A gente tem que ser proativo, tem que ir atrás das soluções, e as soluções existem”, concluiu sobre o tema.
### Futebol feminino e futsal na formação
O futebol feminino também foi incluído no planejamento esportivo. Melo defendeu melhorias na estrutura oferecida às Gurias Coloradas e criticou as condições atuais de treinamento e alimentação.
“Hoje não é possível as Gurias Coloradas estarem sendo tratadas como estão. Elas treinam um dia num lugar, outro dia no outro. Elas são profissionais e a gente tem que tratá-las como profissionais”, afirmou.
O candidato também considera necessário oferecer maior segurança contratual às atletas, evitando que jogadoras em destaque deixem o clube sem retorno financeiro.
“O que a gente precisa novamente é investir principalmente na estrutura do nosso futebol feminino. Também melhorar a segurança dos contratos, porque os contratos hoje são muito frágeis e as atletas que se destacam vão embora de graça”, explicou.
Melo citou a realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil e os sete jogos previstos para o Beira-Rio como uma oportunidade de deixar um legado para a modalidade. Entre os objetivos estão ampliar a participação de meninas no futebol, levar mais crianças aos estádios e melhorar as condições de formação.
Sobre o futsal, o candidato descartou a montagem imediata de uma equipe profissional competitiva, lembrando que experiências anteriores geraram passivos financeiros. A proposta, neste primeiro momento, é utilizar a modalidade como ferramenta de formação.
“Do sub-6 ao sub-9 vai ser futsal. Depois, do sub-10 ao sub-14, um trabalho híbrido, futsal e futebol de campo. Depois começa a especialização e, em seguida, o alto rendimento”, detalhou.
O plano também prevê parcerias com escolinhas de futsal do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além da realização de competições e etapas finais próximas ao Beira-Rio.
Melo relatou uma situação que, segundo ele, demonstra a necessidade de ampliar a rede de captação colorada. Durante uma visita à Restinga, conheceu a história de um jovem considerado talentoso pela comunidade, mas que já havia sido encaminhado ao Juventude.
“Como é que nós temos aqui na Restinga um jogador e a gente já perdeu ele para o Juventude? Esse é o tamanho do prejuízo que a gente está tendo”, questionou.
O candidato defendeu que o Inter volte a ter protagonismo na identificação de jogadores da região. “É difícil competir hoje lá no centro do país com Flamengo, Palmeiras e outros clubes. É difícil, mas aqui a gente tem que dominar. A gente não pode perder mais jogadores daqui para fora”, afirmou.
### Melo convoca torcida para apoiar o Inter na luta contra o rebaixamento
Ao encerrar a entrevista, o candidato voltou a falar sobre o momento esportivo do Internacional e convocou os torcedores para apoiar a equipe na partida contra o Coritiba, no Beira-Rio. Melo demonstrou confiança na reação do time e projetou uma vitória para que o Colorado chegasse à pausa para a Data Fifa fora da zona de rebaixamento.
“Tenho certeza que o torcedor vai comparecer. O Inter sempre, nos momentos de vitória, mas principalmente nos momentos difíceis, foi abraçado pela sua torcida. Não vai ser diferente. O torcedor não abandona, o torcedor não larga a mão do clube”, declarou.
Melo afirmou que acredita na evolução da equipe e lamentou novamente o resultado diante do Fluminense. “O time melhorou, o time reagiu. Eu sinto isso e os resultados estão começando a aparecer. Contra o Fluminense, penso que foi uma injustiça. A gente não podia ter perdido, não deveria ter perdido aquele jogo”, avaliou.
O candidato também reforçou que a prioridade de todos os envolvidos precisa ser a permanência na primeira divisão. “O Inter é muito grande para estar passando por isso. O torcedor não merece pelo segundo ano consecutivo estar desesperado, sofrendo, brigando contra o rebaixamento. Isso vai passar, mas antes a gente tem que todo mundo trabalhar para o Inter permanecer na Série A”, afirmou.
Por fim, voltou a convocar a torcida para comparecer ao Beira-Rio e empurrar a equipe na reta final do campeonato. “Terça-feira o Beira-Rio vai estar com muita gente, empurrando o time. Nós vamos vencer, nós vamos conseguir mais três pontos, se Deus quiser, para ir para a parada da Fifa fora da zona de rebaixamento e ter um pouco mais de tranquilidade para trabalhar”, concluiu.
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